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Antonio Carlos Martins Dias dos Santos, Contabilista (CRCSP266422) Fisiologista de Mergulho (CREFISP060443) Instrutor CMAS-UNESCO (I.3-00009) Instrutor para Mergulho Adaptado: HSA-I-043/89 Conselho Nacional de Instrutores: Membro efetivo Instrutor Profissional SINTASA MF2008 Linguas: Ingles, Espanhol, Portugues brasileiro. Atividades: Mergulho profissional raso e fundo, bellman-C, e Mergulho Amador instrutoria 25 anos.
 

PORQUE MORREM MERGULHADORES…

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PORQUE MORRE MERGULHADORES AMADORES…

Já, em diversas ocasiões me manifestei sobre este tema, e por diversas vezes recebi algumas criticas por “pegar pesado”, ou coisas do gênero.Claro que, para nós que investimos no mercado de mergulho, em turismo, vendas, e ensino, seria muito confortável divulgarmos somente as maravilhas do esporte, assim como seus efeitos benéficos a saúde física, mental e sexual, agregando as diversas formas possíveis de adaptação às pessoas limitadas (portadores de deficiência física, idosos, obesos, crianças, cegos, surdos e mudos etc.)

Temos tido nos últimos tempos, proporcional a demanda do crescimento da atividade, acidentes de diversos tipos, entre os quais comprometedores, com seqüelas, ou até mesmo fatais.

Faço críticas a isto, pois venho de um tempo em que tínhamos tantas informações didáticas do conceito hiperbárico, e das alterações física e fisiológica do mergulho, e muito pouca condição em termos de equipamentos utilizados na época. Nosso conceito sempre foi segurança, e prática, até atingir o que chamávamos de “espírito de mergulhão”. Era o ponto alto da capacitação de um trabalhador scuba.

Hoje, tudo se inverteu: Equipamentos são as estrelas da atividade. O glamour dos equipamentos de hoje, nem si quer compara com as precárias condições que mergulhávamos há 25 anos atrás. O que fazia a diferença era a responsabilidade do profissional que ensinava mergulho. Tínhamos até um famoso “texte de pânico”, ou de mergulho em condições extremas, juntamente com avaliação teórica e prático, em qualquer das fazes do curso, iniciante ou avançado. Tínhamos um profundo respeito pelo mar, e considerávamos com responsabilidade as armadilhas do esporte. Eram pouquíssimos os acidentes no mergulho amador.

Então, o que esta acontecendo hoje no mercado de mergulho recreacional, com tantos acidentes?

Eu vejo isso não de uma maneira crítica, mas com um diferencial de alerta, pois não creio em acidentes. Acho que acidentes não existem.

Assim sendo, desconsideramos também possibilidade de falha em equipamentos, uma vez que chegamos quase à perfeição dos equipamentos dos nossos sonhos há 30 anos atrás.

O crescimento da atividade como esporte, desencadeou uma miscelânea de formação de instrutores, ou pseudo instrutores que invadiram o mercado, e com precárias informações, sobre os riscos efetivos e deletérios do ato de “imergir e emergir”.

Falando assim é simples, se não tivéssemos que compor adaptações, com graus diversos de aquacidade, e isto não se aprende da noite para o dia. Para sair um instrutor qualificado na TCSCUBA, só depois de ter percorrido os três estágios de cursos, com cargas horárias diferenciadas, e depois disso, um estágio de pelo menos três anos, acompanhando nossos alunos com instrutores, em diversos tipos de mergulhos recreacional e técnico, incluindo conceitos de emergências, resgate e acidentes de mergulho. Digo sempre que ser mergulhador todos podem… Ser instrutor de mergulho, pouquíssimos podem. Instrutor é aquele homem que é profissional por excelência em ensinar mergulho, priorizando segurança e valorizando a vida, e sabendo como se antecipar a situações de possíveis riscos.

O instrutor não é um mergulhador que vai curtir o prazer do esporte, e sim, ensinar o que seu aluno precisa aprender, para sua qualificação segura. O instrutor não precisa de platéia, para sua auto-afirmação. Vai ensinar o simples, e seguramente o correto. Não é o charme da roupinha linda, dos lindos olhos azuis, do brinquinho na orelha, ou do belo corpo de Apolo tatuado, que se pode eleger um instrutor de mergulho e sim por um cognitivo muito mais simples que se pode perceber com apenas 5 minutos de conversa.” “Conhecimento”… e isto vem com o tempo… tempo na atividade.

Antonio Carlos MD Santos:

Instrutor:CMAS 0009 I3./CREFI:060443SP

 

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AVISO DE CREDENCIAMENTO…

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AVISO A TODOS OS MERGULHADORES…

Ninguem, pode mergulhar sem credenciamento em parte nenhuma do planeta… Isso é fato.

Ocorre que muitos mergulhadores so se lembra de ter feito um curso, em ultima hora antes de viajar… e daí é uma correria. Estamos agora lembrando a todos os mergulhadores, que  solicitação de credencial oficial, é expedida após o preenchimento do borderô, mediante taxa cobrada pela entidade oficial,e  assinada pelo solicitante. Muitos mergulhadores que fizeram cursos em outras escolas ” não oficiais”, estão sem credenciamento e nos procuram para regularizar a situação… Pois bem, estamos avalinado a qualificação do candidato, agregando o programa de curso CMAS, e em seguida, procedendo o checkout obrigatório. OBS NÃO EMITIMOS CARTEIRAS PROVISÓPRIAS PARA MERGULHADORES QUE NÃO TENHAM CURSADO O NOSSO PROGRAMA OFICIAL CMAS.

 

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MOTIVOS PARA PARA NÃO USAR NITROX.

Comentários (2) |

Não uso minha experiência no mergulho para contrariar novas idéias, novos modelos de praticar o mergulho como esporte recreacional com segurança, mas me cabe, assim como a todos os veteranos da atividade, contar um pouco de sua vida pratica, antes do “glamour crescente na atividade recreacional amadora” do mergulho.

Tenho sido bastante crítico quanto ao modismo e fanatismo americano, onde se fabrica super- heróis baseados em fantasia que não existe, ou se acredita que as inovações protegem os praticantes de iminentes riscos. Sou radicalmente contra esse tipo de comunicação, e venho combatendo essa pratica há algum tempo, pois comprovamos que todo o acidente que envolve técnicas de mergulho mais arriscados, mais arrojados, apesar de vasto e enorme arsenal de carteirinhas “dive isso, ou dive aquilo”, o mergulhador sempre acaba pagando com a vida por determinadas práticas de mergulho, incompatível com a realidade. Eu sou absolutamente radical com segurança, e não acredito na existencia de acidentes. Só não vê quem não acompanha noticiários. E não faltam bisbilhoteiros de plantão: Cada um emitindo sua opinião segundo sua interpretação, ou de alguém que “ministrou” um cursinho, reforçou mais ainda suas teorias, pouco didáticas. Não serve de base. As experiências de instituições profissionais ou de pesquisas como a americana “National Oceanic and Atmosfheric Administration” ou de especialistas em mergulhos técnicos, em fazer experimentos, ou utilizar de misturas gasosas, e divulgar seus experimentos como o “milagre do mergulho”. Também é nocivo no mergulho amador.  É romântico na teoria, e na prática é absolutamente outra questão. Os praticantes do esporte, não são as mesmas cobaias utilizadas em laboratórios, principalmente no Brasil onde a atividade do mergulho amador sempre crescente, é “mais uma pratica desportiva disponível” como qualquer outro esporte onde todos podem praticar, desde a criança, a mulher, o homem franzino, o jovem atrevido, assim como idosos e portadores de limitações, e ainda por cima os atendimentos especializados de mergulho é efêmero praticamente inexistente. Falar em atendimento hiperbárico no Brasil, resgate e remoção especializada, centros de tratamento hiperbárico, é meramente fantasia, pois ainda engatinhamos neste setor.

Em recente matéria divulgada em Revista Especializada, a autora recomenda e cita oito motivos fundamentais para o uso de Nitrox (ou seja: Ar comprimido enriquecido com porcentagem maior de O², aliás, na matéria, a autora enriqueceu até a mistura do nosso ar atmosférico em 29% de O², permitindo um complemento com 71% de N², ignorando uma composição absoluta (que qualquer criança que estuda química na mais tenra idade escolar), conhece: (78% é nitrogênio, 21% de oxigênio, e 1% que deve se levar em consideração, a presença reduzida de outros gases): Gás carbônico, hidrogênio, ozônio, vapor de água, e outros gases raros como hélio, xénon, e crípton.

Imaginem uma atmosfera composta só de O²? Seriam catastróficas as conseqüências, onde todo material inflamável se incendiaria com facilidades, além da toxicidade em respirar oxigênio em alta concentração.

Portanto, como especifica a matéria, como sendo o “O², o milagre do mergulho”, considero perigosa essa mania americanista de recomendar essa mistura para mergulhador amador, em mergulhos que ultrapasse 2atm (1527mmhg)Assim sendo, considero um absurdo utilizar a mídia especializada para vender como vantajosas, a utilização de misturas gasosas, enriquecidas de O², cujos efeitos deletérios podem ser mais devastadores do que os benefícios divulgados, entre outros: menor fadiga, maior tempo de permanência no fundo, a partir de 20 metros de profundidade (3 atm). A autora se enganou informando “que a concentração de O² é tóxica a profundidades menores” (é exatamente o contrário: quanto mais fundo, maior a toxicidade do O²). Ao se referir a narcose pelo nitrogênio, como um fato comum entre mergulhadores, e mais uma mera fantasia que não faz sentido.

Em mais de 40 anos de mergulho, me aprofundando em estudos de misturas gasosas ideal, testando, mergulhadores (meus próprios filhos), em mergulhos em diversas profundidades, e altitudes, percebi que o efeito de narcose leve é mais freqüente abaixo de cinco ou 6atm, utilizando ar comprimido… O nitrogênio dilue nos tecidos de acordo com a profundidade, deixando de ser inerte, portanto atrasando a transmissão de impulsos nervosos. O oxigênio por sua vez, sob pressão, acelera os impulsos, podendo levar a convulsões e ate a morte. As sensações de euforia, sonolência, dormência, e ate alucinações provocadas pelo nitrogênio em grandes quantidades difuso nos tecidos, somente acumularão em quantidades comprometedoras ao sistema nervoso central, após uma longa permanência abaixo de 5 ou 6 atm. Qualquer mergulhador iniciante deve saber que a autonomia de uma garrafa de mergulho é consumida proporcional a profundidade, assim sendo quanto maior a profundidade mais nitrogênio é diluído pelos tecidos. Uma garrafa de mergulho pressurizado a 3000psi 200bar, ou 2500 lt de ar, não teria uma autonomia (não mais do que 20 minutos) respirada em alta pressão, portando não teria nitrogênio em quantidades significativas para um efeito comprometedor de narcose, pois é preciso tempo maior de exposição, para uma maior concentração de nitrogênio suficiente o bastante para interceptar impulsos nervosos, provocando efeitos avassaladores. E como podem perceber uma só garrafa de ar, não disponibiliza autonomia para uma permanência maior, considerando ainda que fosse necessário muito ar para o retorno a superfície, considerando inclusive “paradas descompressivas obrigatórias”.

Se o mergulho é relativamente “raso” a mistura mais indicada é a mesma “receitinha” que papai do Céu fez (78 N², 21% O², mais 1% de outros gases irrelevantes), que é o nosso velho e conhecido ar atmosférico, absolutamente recomendado para o mergulho amador recreacional.

Se você deseja algo mais como: mergulhos técnicos, ou atividades profissionais, e mergulhos fundos; então pense, no simples: O mix nitrogênio e oxigênio fica pesado demais, a partir do momento que afundamos… O suporte de transporte gasoso vai ficando demasiadamente comprometido, começando pela saturação exagerada de nitrogênio pelos tecidos corporais, principalmente células gordurosas, que conseguem se saturar com quantidades mais significativas de nitrogênio do que outras células. A retenção do nitrogênio pela gordura corporal encabeça as maiores conseqüências, pois, sendo células metódicas, pouquíssimo vascularizadas, esse gás permanece em saturação até 12 horas após o mergulho, e é aí que entra a necessidade de longa experiência para a prática de mergulhos fundos… Oxigênio em maior quantidade torna-se extremamente tóxico, e nocivo alterando tamponamento intracelular em torno de 45mmhg. Uma PPO² afeta todas as funções orgânicas de várias maneiras: desde uma irritação nas vias respiratórias, induzindo a uma broncopneumonia, contraindo vasos sanguíneos cerebrais, exercendo efeitos negativos no funcionamento do Sistema Nervoso Central, causando também disfunções por afetarem a eliminação do dióxido de Carbono (CO²).

Todas as conseqüências se afunilam pelo uso de misturas inadequadas, somando pressões absolutas altíssimas. Então manda o bom senso, o uso de um mix gasoso, com pressão absoluta baixa. É aí que entra o hélio. Um gás nobre com densidade baixíssima, e sendo um gás inerte pode ser usado em diversas situações. Difunde-se quase três vezes mais rápido, reduzindo consideravelmente o tempo de descompressão, eliminando riscos de narcose. O hélio tem uma viscosidade nula e fluindo com facilidade através de finíssimos capilares, e além, disso tem uma condutividade térmica muito maior do que qualquer outro gás.

Um tri-mix composto com Hélio, Oxigênio e Nitrogênio, é permitido para mergulhos mais fundos, (abaixo de 4º ou 5 atm), sempre em quantidades promorcionais à profundidade e ao tempo do mergulho. A quantidade de hélio que entra na mistura é a mesma quantidade de nitrogênio que sai, para mergulhos que variam até 10 atm. Daí pra baixo, somente oxigênio e hélio para respiração, e muita fé em Deus no coração. Se essas informações foram úteis, fico tranqüilo, mas se, nem si quer fizeram repensar no assunto queiram, por favor, desconsiderar.

Antonio Carlos M. Dias Santos.

Instrutor CMAS I-III 00008./ CREFI:060443SP

 

 
 
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