Aprenda coisas simples para segurança

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Porque devemos ficar sempre atentos, a possibilidades de acidentes barotraumaticos?      by:Antonio Santos TC

Barotaumas? Aprenda a se defender.

Aqueles desconfortos que aparecem durante nosso mergulho, e que acabam tirando a disposição para mais um mergulho no dia, no próximo point, tem um nome simpático, porém indesejável para os mergulhadores.

Barotrauma – (Baro)- pressão, e trauma de acidentes, ou traumatismo mesmo.

Enfim, esse tal de Barotrauma, é o inimigo dos neófitos e afoitos mergulhadores.

A polêmica no assunto tem gerado controvérsias e polêmicas discutidas com fisiologistas e profissionais do setor, e alguns especuladores de maneira geral.

Mas, lá dos meus trinta anos de fundo do mar, posso assegurar, que após o mergulhador ter passado por um bom curso de mergulho, ciente de todas as regras, não tem muito que se preocupar com esse detalhe. Tudo o que poderia acontecer em um acidente de mergulho tipo Barotrauma, já acontece durante o curso quando esse curso, é ministrado em uma piscina adequada. O mergulhador sempre recebe um aviso antecipado, sofrendo as primeiras sensações em águas mais rasas,  e se agravando em, águas mais profundas, por isso é aconselhável o mergulho com uma imersão lenta, testando todas a manobras de equalização, pois em profundidades maiores, o quadro se agrava, e a dor é iminente podendo evoluir para conseqüências mais graves. Só o desconhecimento, e  a escolha  de um curso mal aplicado, pode levar a conseqüências graves .

Sinus

Um Barotrauma de sinus, ou sinusal, (ossos do crânio), produz uma dor absurda chegando até o traumatismo do osso diretamente afetado (um maxilar, ou frontal, por exemplo).

Esse fato ocorre geralmente por acúmulos de secreções, que impedem a migração do ar pulmonar para as vias aéreas, e conseqüentemente impedem a equalização da pressão do ar nessas cavidades durante o mergulho. Se a pressão do ar no interior dos seios faciais, não for equalizada, com a pressão da água (que aumenta em função da profundidade) esse vácuo relativo cria uma compressão que causa dor e sangramento nas membranas sinusais.

Então, se por ventura for mergulhar durante um resfriado,  ou uma sinusite em processo congestivo, seria  prudente renunciar o mergulho para sua segurança.

E Aqueles barotraumas (cabeça de bacalhau) que ninguém vê, mas se comenta?

Desde meu tempo de garoto. Operando no mergulho profissional raso e fundo, brincávamos muito, com  nosso grande mestre Doutor Ary de Mattos, pioneiro em medicina hiperbárica no Brasil, e que graças ao bom Deus tive o privilégio de te-lo como mestre no profissional profundo. Bem antes do modismo e da democracia, onde todos falam de suas técnicas e de suas sabedorias e aventuras, é conveniente  fazer um lembrete sobre as falácias que acontece no setor. Mergulhador tem que somar alguns conhecimentos básicos de fisiologia, para todo tipo de mergulho que irá fazer, agregando conhecimentos ao seu perfil físico, psicológico, estabilidade emocional e fome de aventuras.( E nada de receitinhas de bolo, americanizados). Essa tal de estabilidade emocional leva a muitos acidentes que na maioria das vezes confundem,o neófito praticante, afoito e aventureiro, levando a conseqüências sérias, inclusive um acidente hiperbárico de proporções mais comprometedoras.

São bem conhecidos os acidentes de mergulho… Mas, tem alguns que se comenta muito, mas não vemos acontecer, e quando acontecem os “sabichões do mergulho” logo batizam com algum nome bonito. Eu não concordo muito com o tal “Barotrauma Reverso”. Um típico “Cabeça de bacalhau,” cujas explicações cientificas são um tanto controversas, e no meu modo de entender não satisfazem, e os americanos insistem em falar sobre ele. Eu quero explicar minha versão, e exercer o meu direito democrático de poder falar, pois estou cansado de ouvir asneiras.

No mergulho, tanto livre, como autônomo, assim como nas viagens aéreas não pressurizadas, a pressão do ouvido médio em geral tende a ser igualada a pressão externa, quando sopramos com delicadeza, contra as narinas fechadas. ( igualzinho ao que o instrutor explicou em sala no curso básico) Exercícios como, deglutir,bocejar, movimentar as mandíbulas ou maxilas, de um lado para outro também ajudam a equalizar o ouvido. O uso de descongestionantes (com orientação médica) também ajudam a “desentupir” os caminhos nas trompas de Eustáquio, para a passagem do ar pulmonar, As trompas ficam edemaciadas, e produzem muco lubrificante, facilitando a comunicação com os pulmões. Assim sendo um resfriadinho, ou uma pequena sensibilidade alérgica pode ser tratadas com antialérgicos e descongestionantes, antes do mergulho. A possibilidade dos efeitos dos medicamentos serem interrompidos durante o mergulho, e ocorrer um desses barotraumas “cabeça de bacalhau” (que todo mundo comenta, mas ninguém vê), é praticamente impossível, pois suas trompas de Eustáquio já devidamente equalizadas, edeamaciadas, produzem muco lubrificante, e impedem um comprometimento e a  possibilidade do bloqueio do ar,  que   expande ao iniciarmos a subida,  e proporcionalmente retorna aos pulmões enquanto  na subida, sendo igualmente, devolvido ao sistema pela expiração.  uso de medicamentos bem orientados, lhe proporciona conforto e segurança na hora de mergulhar e são  absolutamente seguros e eficazes. Não concordo portanto, que não se deva tomar remédios para mergulhar. Se precisar, não hesite, faça uso de medicamentos sim, desde que bem orientado… Atletas tomam analgésicos, anti-inflamatórios para minimizar dores, distensões, etc. Porque o mergulhador não pode usar descongestionantes???

 

 

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