A dança das certificadoras de mergulho

Seja o primeiro a comentar |

Esta, é a marca séria do mergulho oficial.

No mesmo barco da invasão cultural norte americana  ao nosso pais, chegaram as agremiações franchises credenciadoras de cursos de mergulho que passaram a certificar  alunos formados em cursos de mergulho autônomo, em Escolas tuteladas pelas mesmas agremiações, estrangeiras.
Trouxeram muita coisa boa, além da competitividade. Mais glamour na mídia, um forte marketing  promovendo lançamentos de equipamentos e novidades: divulgação de uso, forçando o comércio a se remodelar na área esportiva. As Industrias e importadores prosperaram  em seus negócios, e a disputa cada vez mais acirrada, deu ao mergulho um pouco mais de charme, assim como o marketing norte americano. Devido as facilidades de importação, o mergulho como esporte foi atraindo cada vez mais um numero gigantesco  de adeptos, não se restringindo mais a elite do passado, onde tudo era muito difícil, devido ao alto custo. Os veteranos do mergulho tupiniquim, geralmente com capacitação profissional, e experiência, de anos na atividade profissional, (ex-marinha, ex-mergulho fundo, ex-mergulho comercial, ex- sub work etc) foram se adaptando a nova onda do mergulho amador que somando aos portifólio de conhecimentos de anos a fio, nos mais diversos tipos de mergulhos e dificuldades, e começaram a migrar sua  técnica para o mergulho amador.  O mercado de mergulho cresceu exageradamente nos últimos 30 anos, transformando o setor em rentáveis atrações aos investidores do mercado de turismo, hotelaria, transportes, faculdades de turismo, restaurantes, bases operadoras lojas de produtos  escolas e hotelaria, beneficiando igualmente estudantes e profissionais de biologia, oceanografia e meio ambiente marinho, e agora,com mais procura pelos mergulhos profissionalizantes devido aos grandes investimentos nas obras do PAC, pré sal, turismo e outras atividades. Infelizmente para o setor, o modismo e a pressa, trouxeram para o setor profissionais mal preparados, sem qualificação suficiente para ministrar aulas e viver da atividade de mergulho. Isso além dos inúmeros acidentes, trouxe a dúvida para o candidato interessado em fazer um curso de mergulho, e qual credenciadora optar para certificar seu curso de mergulho.
Hoje já ficou mais claro, essa disputa para o mercado do ensino de mergulho. Os veteranos instrutores tupiniquins, que vieram de mergulhos comercial, com larga experiência,filiados ao ensino oficial, tiveram que se modernizar, em suas estruturas e equipamentos. Alinhando programas, mais suaves permitindo a pratica para mulheres e crianças, ao contrario do velho padrão de curso  extremamente rigoroso. Por sua vez, as agremiações estrangeiras, com um programa absolutamente fraco e instrutores despreparados, tiveram, que se adequar, promovendo cursos de preparação de instrutores, e por fim, foram se adequando também, as rivalidades com os vovôs do mergulho oficial. Enfim tudo acabou em Brasília, pra determinar a prioridade das certificações, exclusivamente na forma oficial, como quer e  a Confederação Brasileira desde 1983, que é a única entidade reconhecida pelo governo, com aval da CMAS-Unesco, Comitê olímpico internacional, e Brasileiro.
Cá entre nós, temos que opinar sobre a invasão cultural norte americana que desde os anos 60,  nem tudo trazido pelo glamour americano, foi benéfico para o pais, mas temos que concordar, que serviu em muito para empurrar o Brasil, pra onde se  encontra hoje. A atividade do mergulho, é um espelho dessa invasão.
Antonio D.Santos: Instrutor CMAS-UNESCO/SINTASA/HSA.

Um abraço Antonio Dias – TC TC Scuba Mergulho 16 36302033

 

Deixe seu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>